Panorica

RUÍNA DE SHARDAK - SESSÃO 006
Espelho do Demônio de Fogo

- DATA: 02/06/2012.

- GM: Mateus Buffone.

- LOCAL: Casa do Fernando Botton.

- PRESENTES: Fernando Botton (Gauwill Stone “Servo de Pelur” de Artin) / Jean Lovato (Kad “Gafanhoto” de Mutswa) / Luiz Sereza (Thorin “Escudo de Carvalho” Grûm) / Samantha de Sousa (Besh “Cabeça de Vento” Dainarvdûm) / Thiago Dantas (Tigenadorian Galodir “Tig”).

- XP DA SESSÃO: 2.

- JOGADOR/PC DESTAQUE: Fernando Botton (Gauwill Stone “Servo de Pelur” de Artin).

- RESUMO:

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RUÍNA DE SHARDAK - SESSÃO 005
Espelho do Demônio de Fogo

- DATA: 20/05/2012.

- GM: Mateus Buffone.

- LOCAL: Casa do Fábio Marcolino.

- PRESENTES: Fábio Marcolino (Dalseen Beni-Sabat “Sombra do Deserto”) / Fernando Botton (Gauwill Stone “Servo de Pelur” de Artin) / Jean Lovato (Kad “Gafanhoto” de Mutswa) / Samantha de Sousa (Besh “Cabeça de Vento” Dainarvdûm) / Thiago Dantas (Tigenadorian Galodir “Tig”).

- XP DA SESSÃO: 3.

- JOGADOR/PC DESTAQUE: Jean Lovato (Kad “Gafanhoto” de Mutswa).

- RESUMO:

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RUÍNA DE SHARDAK - SESSÃO 004
Espelho do Demônio de Fogo

- DATA: 29/04/2012.

- GM: Mateus Buffone.

- LOCAL: Casa do Fernando Botton.

- PRESENTES: Fernando Botton (Gauwill Stone “Servo de Pelur” de Artin) / Jean Lovato (Kad “Gafanhoto” de Mutswa) / Samantha de Sousa (Besh “Cabeça de Vento” Dainarvdûm).

- XP DA SESSÃO: 3.

- JOGADOR/PC DESTAQUE: Samantha de Sousa (Besh “Cabeça de Vento” Dainarvdûm).

- RESUMO:

- Na manhã do dia 10 de Alil sairam de Wadi al-Sheik para as Terras Famintas.

- Muitas caravanas e refugiados vindos de Qasrapur e suas redondezas contando histórias de que orcs e o filho do emir estão espalhando o terror pela área.

- No dia 11 chegam no deserto e encontram pegadas de um grupo misto, composto por gnomos e anões. Cogitam que se trate de Myrko e decidem não seguir o mesmo caminho.

- Ainda na manhã se deparam com um grupo de doze orcs dos Braços Longos viajando em alerta baixo indo em direção ao Nordeste. Os atacam de supresa e massacam os orcs. Não conseguem nenhuma informação relevante do líder do grupo.

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RUÍNA DE SHARDAK - SESSÃO 003
Espelho do Demônio de Fogo

- DATA: 15/04/2012.

- GM: Mateus Buffone.

- LOCAL: Casa do Fábio Marcolino.

- PRESENTES: Fábio Marcolino (Dalseen Beni-Sabat “Sombra do Deserto”) / Fernando Botton (Gauwill Stone “Servo de Pelur” de Artin) / Jean Lovato (Kad “Gafanhoto” de Mutswa) / Luiz Sereza (Thorin “Escudo de Carvalho” Grûm) / Samantha de Sousa (Besh “Cabeça de Vento” Dainarvdûm) / Thiago Dantas (Tigenadorian Galodir “Tig”).

- XP DA SESSÃO: 2.

- JOGADOR/PC DESTAQUE: Fábio Marcolino (Dalseen Beni-Sabat “Sombra do Deserto”).

- RESUMO:

Dalseen passa boa parte da tarde do dia 09 de Alil observando os arredores da Mão de Sandall e percebe uma grande movimentação dos capangas do demologista e eventuais luzes suspeitas vindas dos aposentos de Gygga-Khyak no terceiro piso, mas não consegue inferir nada de concreto de suas observações. Perto do cair da noite, o batedor consegue ver que o gnomo Myrko chega no local e estuda todo o ambiente por quase duas horas e some em meio a multidão depois, sem que Dalseen conseguisse identificar o trajeto tomado pelo malandro.

Nesse meio tempo, no final da tarde, na Taverna do Bode Dançante, o grupo de aventureiros ouve um mensageiro da guarda passar a cavalo anunciando que daqui um dia, na noite do dia 10, o Conselho dos Sábios de Wadi al-Sheik convocava todos os aventureiros, homens-de-armas e valentes presentes, para uma reunião aonde iria-se debater o problema dos refugiados e discutir uma forma de se encontrar o rebelde Emir al-Narr ou sua fonte de poder, e destruí-los.

Novos refugiados foram chegando, mas o resto do dia transcorreu praticamente sem nenhum fato marcante. Perto da hora combinada com o gnomo, o grupo foi para a Praça do Mercado e perceberam que a movimentação estava muito pequena, parecia que todos haviam se recolhido as suas residências e os refugiados se aglomeravam em cada local protegido que encontravam. Fora a balbúrdia de alguns poucos locais de diversão, Wadi al-Sheik estava em silêncio. Chegando na praça, Dalseen se pocisionou no alto de uma casa de forma a ter visão de toda praça. Myrko chegou pouco depois dentro do combinado e claramente estava discretamente acompanhado de dez anões armados e um gnomo trajado com arcano, que ficaram em duas ruelas que davam acesso a praça.

Myrko fez perceber que sabia que Dalseen os observava e o batedor, decepcionado, logo saiu de seu esconderijo. Logo em seguida o gnomo se insinuou para Besh, mas Gauwill tomou a frente do diálogo e rapidamente os pontos do acordo foram reafirmados. Myrko iria entrar na Taverna Mão de Sandall junto de Dalseen e de Tig, que foi a melhor combinação de furtividade, conhecimento, habilidade e poder de fogo que conseguiram combinar para a empreitada. Se despem do equipamento não essencial e vão em direção a taverna, mas antes de irem em direção ao objetivo, o gnomo alerta seus dois companheiros que o demologista havia recheado seus aposentos com armadilhas mágicas e que a missão não seria fácil.

Na porta da taverna Myrko e Dalseen observam que o local está cheio de todos os tipos de indivíduos, incluindo um dos homens da guarda da cidade, e que um espetáculo de dança e música bem animado está ocorrendo. Eles entram e a bebida está sendo servida de forma farta e o fumo é igualmente abundante. Myrko faz menção para subirem, mas Tig diz que irá logo depois para não parecer que estão juntos. No segundo andar o gnomo vê um dos capangas de Gygga-Khyak e sugere em voz baixa para Dalseen que saiam pela janela do fim do corredor e tentem entrar no quarto do demologista também pela janela. Myrko toma a iniciativa num momento no qual ninguem os observa e o batedor vai logo atrás. Subir pelas paredes da construção de alvenaria não é uma tarefa muito difícil para os dois experientes aventureiros e eles alcançam a janela do quarto de seu alvo, observando que no local não tem ninguem. Nesse meio tempo Tig sobe pra o segundo andar e fica observando as escadarias, pronto para incinerar todo o local se for necessário.

Myrko destranca a janela e desarma a armadilha deixada pelo demologista enquanto Dalseen, equilibrado em dois tijolos saltados, observa ferozmente se estão sendo percebidos. Entrando nos aposentos, sentem um cheiro forte de carne queimada e ouvem claramente dois homens conversnado no corredor em frente ao quarto, possivelemnte dois dos homens de Gygga-Khyak. O local está cheio de símbolos macabros, mas eles identificam rapidamente um pequeno baú sob uma cadeira e Myrko avança na direção. Dalseen, desconfiado, lembra o gnomo do acordo e passa a chave. O baú se abre gentilmente e o gnomo retira um livro de dentro, guarda em seu manto e os dois aventureiros saem pela janela, trancando-a no final. Já no chão, avistam Tig na janela do segundo piso e com um pequeno gesto, Dalseen chama o elementarista.

Instantes depois os três estão de volta a Praça do Mercado tendo em mãos o Diário de Gygga-Khyak. Myrko dispensa seus homens e vai junto do grupo de Gauwill para os aposentos deles no Bode Dançante afim de avaliar o material antes que o demologista se de conta de mais esse furto. Chegando na taverna, são recebidos com música e dança. Comem uma refeição de qualidade e, enquanto ainda estão sentados veem a elfa de roupas espafalhatosas entrar e subir. O grupo se entreolha e também sobem para um de seus quartos após terminarem de comer de forma apressada. Tig se debruça na tradução do diário. Enquano isso Besh começa a bolar um plano para espiar o quarto da elfa. Analisando a estrutura do local, a gnoma se da conta que é fácil acessar o forro da construção e que, por lá, poderia enxergar o quarto dela. Supondo que iriam conversar em élfico, Besh também bola um aparelho que permitiria que os sons que ela ouvisse, chegassem até o quarto de seus companheiros, aonde Tig traduziria.

Kad auxilia Besh a subir nas vigas do teto e a gnoma vai engatinhando pelo forro até possuir visão do quarto da elfa. Ela consegue contar um total de dez elfos de etnias distintas, além do que parece ser uma fada de uns trinta centímetros de altura. Tig, ouvindo através do aparelho de Besh, diz que estão basicamente falando de coisas mundanas, mas consegue identificar quem é a elfa. Ninguém menos que a espadachim Aylassa, filha rebelde da família nobre Celadrie. Não obtendo nenhuma outra informação relevante, Besh retorna ao quarto e Tig continua sua rápida analise do Diário de Gygga-Khyak.

Já madrugada a dentro, o elementarista consegue um apanhado geral do que tratam os escritos. Eles confirmam o pacto de Gygga-Khyak com o Príncipe Demoníaco Yago, o Patricida, irmão e antagonista de Shardak, o Senhor do Abismo das Chamas Infernais. Fornecem uma série de rituais de invocação que estão além da compreensão tanto de Tig como de Gauwill. Além disso, os escritos indicam que o demologista possui ao menos um demônio de trevas preso aos seus serviços e alguns outros de menor importância. Tig também acredita que o demologista faz parte de alguma organização arcana e diz que, segundo o diário, ele está atrás de um artefato conhecido na região como o Espelho do Demônio de Fogo, um objeto que permitiria se comunicar com Shardak e receber poderes do senhor demoníaco. Para localizar o artefato, Gygga-Khyak vai cosultar o Oráculo do Espírito dos Ventos e no diário consta um mapa quase rigoroso de como chegar a esse oráculo.

Em posse dessas informações, Myrko se da por satisfeito e se despede dos aventureiros, desejando boa sorte a eles em sua busca, mas avisando que não garante amizade caso se encontrem nas Terras Famintas.

Após breve diálogo, o grupo decide ignorar o chamado do Conselho dos Sábios, já que estão em mãos de informações suficientes, e resolvem dormir para poderem acordar o mais cedo possível e partir antes que outros grupos possam se por na estrada. Dalseen, como sempre, dorme no teto plano da taverna, ao relento. Logo cedo pela manhã do dia 10, Dalseen, a Sombra do Deserto desperta com o sol já alto e vê, a distância, o cajado brilhante de Gygga-Khyak vindo na direção do Bode Dançante. Num surto de adrenalina, o batedor entra na taverna e acorda todos do grupo em seus quartos. Alarmados com a chegada iminente do demologista, e temendo sua ira, resolvem partir imediatamente para o deserto.

Assim, na manhã do dia 10 de Alil, Besh, Dalseen, Gauwill, Kad, Thorin e Tigenadorian partem em direção às Terras Famintas em busca do Oráculo do Espírito dos Ventos e da localização do Espelho do Demônio de Fogo, esperando conseguirem algum saque e impedir que Shardak continue crescendo em poder pela região

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RUÍNA DE SHARDAK - SESSÃO 002
Espelho do Demônio de Fogo

- DATA: 25/03/2012.

- GM: Mateus Buffone.

- LOCAL: Casa do Fernando Botton.

- PRESENTES: Fernando Botton (Gauwill Stone “Servo de Pelur” de Artin) / Jean Lovato (Kad “Gafanhoto” de Mutswa) / Sady Carmo (Tigenadorian Galodir “Tig”) / Samantha de Sousa (Besh “Cabeça de Vento” Dainarvdûm).

- XP DA SESSÃO: 3.

- JOGADOR/PC DESTAQUE: Samantha de Sousa (Besh “Cabeça de Vento” Dainarvdûm).

- RESUMO:

Na manhã do dia 09 de Alil, os aventureiros encontram-se finalmente reunidos em Wadi al-Sheik. Dalseen, tendo seguido o homem com cajado até a Taverna Mão de Sandall, decidiu retornar a Praça do Mercado para se reunir com o resto do grupo. Besh informou que durante sua estadia na cidade havia providenciado um quarto para eles na Taverna Bode Dançante e pode confirmar que o grande afluxo de refugiados começou a cerca de um mês. Além disso ela disse que ouviu histórias bem próximas das que o resto do grupo ouviu no caminho até Wadi al-Sheik e que a situação política está bastante tensa em Al-Yasam. Tig, por sua vez, contou que ouviu muitos rumores nas Terras Famintas de que o Emir Yadir Beni-Neery al-Narr havia se refugiado por lá e estava reunindo um poderoso exército com intuito de vingança. O elementarista também relatou que detectou um certo desiquilíbrio nos elementos da região e viu vários sinais que indicavam que a influência de Shardak estava crescendo por ali.

No caminho para a taverna, o grupo avistou a sacerdotisa de Haelik que viram em seu trajeto até a cidade, acompanhada de sacerdotes menores e guarda-costas, entrevistando moradores da região e prestando pequenos cuidados aos refugiados. Gauwill decidiu se aproximar para conversar apesar dos protestos de Thorin e foi recebido com belicosidade pelos homens-de-armas que acompanhavam a sacerdotisa. Ela impediu que a animosidade crescesse e se apresentou como Lunthilde Exarde de Bedbury, membra da Casa de Haelik em Gyward. Ao ser questionada por Gauwill sobre o que fazia na cidade, Lunthilde respondeu que o sofrimento do povo local era uma preocupação de sua congregação e que estava em missão oficial para investigar e resolver a questão da forma que fosse necessária, mas se esquivou sobre perguntas solicitando maiores informações ou dados que ela já possuia além do senso comum. O um dos poucos aspectos que ficou evidente sobre a sacerdotisa era que estava a favor do sultão, mas que não compreendia a passividade do soberado frente a uma crise tão evidente. Não vendo sentido em continuar o diálogo, o grupo seguiu seu caminho.

Dalseen preferiu efetuar um contorno, por dentro da cidade, para ver se obtia informações. No caminho se deparou com o grupo do cavaleiro que haviam encontrado na estrada até Wadi al-Sheik, discutindo furiosamente com uma elfa nobre trajada espalhafatosamente que também estava acompanhada por uma comitiva armada. O cavaleiro exigia aos brados que ela lhe entregasse um mapa que ele havia negociado e que, segundo o cavaleiro, ela comprou antes dele retornar com o dinheiro para a transação. A elfa desdenhou do cavaleiro até o ponto dele sacar a espada, mas, nesse momento, o cavaleiro refreou sua hostilidade e foi embora ameaçando aos brados a elfa que o respondeu somente com risos. Dalseen, intrigado, seguiu o grupo da elfa, e percebeu que ela estava instalada no mesmo local que Besh havia arranjado para eles.

Nesse meio tempo, Besh, Gauwill, Kad, Thorin e Tig haviam ido em direção a Taverna Bode Dançante. Na porta, viram várias mesas ocupadas e um gnomo dançando loucamente, bêbado, sobre a maior mesa do ambiente. Se sentaram e ficaram observando o local. Após alguns momentos três homens musculosos, com traços dos povos do deserto, e armados com lanças e machados, entrarem na taverna e irem em direção ao gnomo. Kad e Thorin, imediatamente reconheceram os homens como sendo os que acompanhavam o homem de pele escura que estava encapusado e com um cajado no portão e ficaram mais atentos ainda. Os homens chegaram interrogando o gnomo e cobraram que devolvesse os pertences de seu senhor, mas o pequeno estava tão bêbado e fora de si, que desistiram de fazer perguntas e tentaram o agarrar. Nesse instante, o gnomo mostrou que estava plenamente sóbrio e chutou um copo na cara de um dos homens e, num movimento feroz, sacou um punhal oculto, decepou um dos dedos do outro capanga que fazia menção de lhe agarrar, e saiu correndo por uma porta dos fundos.

O capanga restante correu atrás do gnomo e foi logo seguido pelo que havia recebido o líquido no rosto. No reflexo, o grupo de aventureiros se levantou e foi também atrás do gnomo. Tig ficou no salão e imobilizou o capanga do dedo decepado. Kad tomou a dianteira da perseguição e derrubou o perseguidor da retarguarda com uma cotovelada e Thorin, ao passar, lhe chutou as costelas com violência. Atravessando a cozinha, o gnomo pulou pela janela e o segundo capanga escorregou ao tentar pegar impulso. Kad, então, se aproveitou do homem que estava de quatro tentando se levantar, e o usou como degrau para saltar pela janela. O nyende viu o gnomo fazendo uma curva em uma rua mais a frente e foi logo atrás, mas Besh, identificou uma ruela bem a sua direita que fazia um trajeto mais curto e a seguiu em disparada levando junto Gauwill.

Gauwill apareceu na frente do gnomo e o encurralou quando, instantes depois, Besh surgiu junto dele e Kad veio pela retaguarda do gnomo. Kad o agarrou e o levaram de volta a ruela. Como o pequeno, de nome Myrko, não quis contribuir com o diálogo, Gauwill lançou uma magia que impossibilitou o gnomo de mentir. Dessa forma conseguiram adquirir uma chave que ele havia roubado do tal homem com cajado e descobriram a identidade dele: Gygga-Khyak, o “Artista Negro” de Kyemba, um temido demologista que Kad conhecia de histórias em sua infância. Myrko verdadeiramente não possuia informações privilegiadas sob os problemas nas Terras Famintas, mas sabia que Gygga possuia e que a chave que roubou abria o local aonde ele guardava um diário com seus segredos. Assim, ficou combinado que Gauwill e companhia ficariam com a chave e que se encontrariam com Myrko a meia-noite do próximo dia na Praça do Mercado para pegar o diário do quarto do demologista e dividir a informação.

Retornaram ao Bode Dançante e se recolheram para os quartos alugados para traçarem suas ações. Dalssen, naturalmente, insistiu em permanecer pelos arredores vigiando as redondezas.

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RUÍNA DE SHARDAK - SESSÃO 001
Espelho do Demônio de Fogo

- DATA: 11/03/2012.

- GM: Mateus Buffone.

- LOCAL: Casa do Fábio Marcolino.

- PRESENTES: Fábio Marcolino (Dalseen Beni-Sabat “Sombra do Deserto”) / Fernando Botton (Gauwill Stone “Servo de Pelur” de Artin) / Jean Lovato (Kad “Gafanhoto” de Mutswa) / Luiz Sereza (Thorin “Escudo de Carvalho” Grûm).

- XP DA SESSÃO: 2.

- JOGADOR/PC DESTAQUE: Luiz Sereza (Thorin “Escudo de Carvalho” Grun).

- RESUMO:

O ano é 1 650 da Era Comum. Panorica está em uma época de turbulências, onde alianças centenárias ameaçam de romper, novos poderes emergem e feitiços milenares se enfraquessem. Nessa maré de tensões, os olhos do continente se voltam com interesse para os acontecimentos recentes no Sultanato de Al-Yasam, cuja localização geográfica e reservas naturais de veios de mana o torna peça fundamental na política e no comércio continentais.

É de conhecimento comum que o Emir Yadir Beni-Neery al-Narr é um poderoso e ambicioso manipulador das artes mágicas a serviço do Sultão Jafar Beni-Muqla al-Firuzi de Al-Yasam a mais de três décadas, mas aparentemente ninguém suspeitava que ele tramava contra a vida de seu senhor. Disem que Yadir invocou um demônio capaz de assumir a forma de uma bela mulher e tentou assassinar seu soberano infiltrando a criatura no harém do palácio na capital Firuzi. Sua trama foi descoberta a tempo pelo Sheik Ujeen Beni-Sira al-Khahaia e, como punição, o emir teve suas terras transferidas para o Sultanato e foi condenado à morte. No entanto não houve uma única testemunha sobre a tentativa de assassinato além do próprio Jafar, de seu aliado Ujeen, e dos guardas pessoais dos aposentos do sultão.

Então começaram a surgir boatos de que tudo não passou de uma jogada do sultão e do jovem sheik para retirar Yadir do jogo do poder. Muitos sheiks e chefes das tribos do deserto não ficaram satisfeitos com a condenação do emir sem evidências mais concretas e com a forma como o Sultanato lidou com toda situação e foi avido em transferir todos os bens de Yadir para as mãos do sultão. Em poucas semanas formou-se uma situação de quase guerra civil, com alguns sheiks tomando o lado do sultão, outros apoiando o emir e alguns se mantendo neutros.

Durante o turbilhão de acontecimentos e debates o Emir al-Narr fugiu de forma misteriosa junto de seu filho Nawfy Beni-Yadir al-Firuzi para algum local no interior das Terras Famintas que é o local de origem de sua tribo. Imediatamente os partidários de Jafar passaram a espalhar que Yadir estava reunindo forças para efetuar uma vingança dura e cruel que não pouparia ninguem.

Ao menos em parte os aliados de Jafar estavam certos, pois cinco semanas após a fuga de Yadir, seu filho foi visto perto de Qasrapur a frente de um exército de aparentemente dois mil integrantes, formado por orcs das tribos dos Barrigas de Borracha e dos Braços Longos, tidos como inimigos mortais. Nenhuma autoridade pareceu se alarmar com o relato e, assim, as disputas políticas no Sultanato foram se extendendo. Uma semana depois começaram a chegar as notícias das primeiras aldeias destruídas pelo exército de Nawfy ou por grupos de guerra orcs de etnias diversas, algumas das quais provenientes da Costa da Fenda.

Apesar da óbvia concentração de forças no deserto e do caos gerado pelo exército de Nawfy, o sultão e seus partidários não parecem estar alarmados e continuam focando suas energias em manobras políticas. A população pensa que Jafar só irá reagir quando as tropas a serviço do Emir al-Narr arrasarem a primeira grande cidade de Al-Yasam, o que, aparentemente, não está longe de acontecer.

Histórias sobre a sorte do Emir al-Narr e sobre a existência de um artefato malígno nas Terras Famintas (e sua aparente ligação) correram toda Panorica rapidamente e atrairam aventureiros, justiceiros e trapaceiros de todo continente para os assentamentos ao redor do deserto em busca de informações e riquezas. Possivelmente algumas coroas também estão se infiltrando na região, pois a turbulência em Al-Yasam significa uma oportunidade de ganhar poder ou garantir favores, além de ser a região de Panorica por onde muitas das grandes rotas comerciais passam e de onde vem praticamente todo o estoque de veios de mana que abastece o continente.

Toda a situação está particularmente perigosa para duas cidades de Al-Yasam fiéis ao sultão que ficam às margens das Terras Famintas: Qasrapur e Wadi Al-Sheik. Ambas tem recebido desde o início do mês de Jeha uma leva inimaginável de refugiados o que fez os seus governantes perceberem que o perigo é iminente e começaram a patrocinar grupos dispostos a investigar e acabar com a fonte de poder de Yadir Beni-Neery al-Narr. No entanto seus apelos às instâncias superiores de Al-Yasam tem caido em ouvidos moucos e é aí que nossos aventureiros entram na história.

O grupo já estabelecido de aventureiros Dalseen, Gauwill, Kad e Thorin estava ha quase seis meses participando dos conflitos entre anões e goblins nas profundezas do Reino de Khazardûm. O estopim das hostilidades fora o assassinato de um primo próximo de Thorin, Balin “Mesa Virada”, por um grupo de goblins e a coisa escalacionou de forma rápida para um conflito de guerrilha entre o clã Grûm e goblins da tribo dos Balugds. Foi um período longo de privações e batalhas intensas, mas terminou com a vitória dos anões e acordo de paz que garantiu uma enorme compensação financeira para os Grûm.

Tendo resolvido a questão de honra de Thorim e descançado por mais um mês sob as graças do clã do anão, o grupo partiu de Ulbilgar no dia 05 de Alil, com a missão de escoltar uma caravana de anões carregada de minério de ferro até Wadi Al-Sheik em Al-Yasam, aonde os anões acreditavam que seria possivel conseguirem excelentes preços pela mercadoria devido a instabilidade política na região e da possibilidade de uma guerra civil. Devido aos meses passados combatendo em Khazardûm, o grupo de aventureiros estava completamente desinformado sobre os acontecimentos da superfície.

Durante o trajeto o grupo percebeu uma grande quantidade de refugiados vindos do Norte indo em direção a Wadi al-Sheik e, curiosos, questionaram alguns dos grupos que passavam e todos falavam sobre perigos no deserto, ataques de orcs, sheiks revoltados e uma presença malígna nas Terras Famintas, daonde praticamente todos vinham. Outros refugiados também informavam que Qasrapur estava lotada por pessoas que procuravam abrigo fugindo de seus infortúnios e que as demais cidades às margens do deserto haviam fechado seus portões com medo do afluxo de fugitivos.

O trajeto até o destino dos aventureiros durou quatro dias e não teve quaisquer imprevistos, mas foi suficiente para perceberem um número razoável de mercenários interessados em possíveis lucros com toda a situação da turbulenta da região, incluindo dois grupos suspeitos vindos da longinqua Gyward, uma sacerdotisa de Haelik e seus seguidores e um aparente imponente cavaleiro fortemente escoltado. Ambos foram evasivos sobre seus objetivos quando questionados pelos aventureiros e seguiram para Wadi al-Sheik sem muitas explicações.

Ao chegarem na Porta Sul de Wadi al-Sheik, na manhã do dia 09 do mesmo mês, viram uma multidão de famintos, feridos e esfarrapados tentando entrar na cidade. Dois guardas locais tentavam manter a ordem e um deles, diante da pressão da multidão, quase matou um pobre pai de família que se exaltou, desesperado de preocupação com a saude de seus filhos, mas o golpe foi aparado pela lâmina rápida de Thorin, que conseguiu fazer o guarda perceber o crime que quase cometeu. Assim, com o guarda chocado com sua própria reação, o grupo conseguiu entrar, mas Dalseen percebeu em meio à massa aglomerada um terceiro grupo que chamou a atenção: um homem de pele escura todo encapuzado, levando nas mãos um cajado com uma enorme heliotropo polida e acompanhado por vários brutamontes com traços das tribos tauregis.

Entrando na cidade, Dalseen perseguiu o misterioso homem com cajado até a Taverna Mão de Sandall, enquanto que o resto do grupo foi em direção a Praça do Mercado, encontrar, conforme combinado, Besh e Tigenadorian que já estavam os aguardando na cidade Yasamiana.

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