Panorica

RUÍNA DE SHARDAK - SESSÃO 002

Espelho do Demônio de Fogo

- DATA: 25/03/2012.

- GM: Mateus Buffone.

- LOCAL: Casa do Fernando Botton.

- PRESENTES: Fernando Botton (Gauwill Stone “Servo de Pelur” de Artin) / Jean Lovato (Kad “Gafanhoto” de Mutswa) / Sady Carmo (Tigenadorian Galodir “Tig”) / Samantha de Sousa (Besh “Cabeça de Vento” Dainarvdûm).

- XP DA SESSÃO: 3.

- JOGADOR/PC DESTAQUE: Samantha de Sousa (Besh “Cabeça de Vento” Dainarvdûm).

- RESUMO:

Na manhã do dia 09 de Alil, os aventureiros encontram-se finalmente reunidos em Wadi al-Sheik. Dalseen, tendo seguido o homem com cajado até a Taverna Mão de Sandall, decidiu retornar a Praça do Mercado para se reunir com o resto do grupo. Besh informou que durante sua estadia na cidade havia providenciado um quarto para eles na Taverna Bode Dançante e pode confirmar que o grande afluxo de refugiados começou a cerca de um mês. Além disso ela disse que ouviu histórias bem próximas das que o resto do grupo ouviu no caminho até Wadi al-Sheik e que a situação política está bastante tensa em Al-Yasam. Tig, por sua vez, contou que ouviu muitos rumores nas Terras Famintas de que o Emir Yadir Beni-Neery al-Narr havia se refugiado por lá e estava reunindo um poderoso exército com intuito de vingança. O elementarista também relatou que detectou um certo desiquilíbrio nos elementos da região e viu vários sinais que indicavam que a influência de Shardak estava crescendo por ali.

No caminho para a taverna, o grupo avistou a sacerdotisa de Haelik que viram em seu trajeto até a cidade, acompanhada de sacerdotes menores e guarda-costas, entrevistando moradores da região e prestando pequenos cuidados aos refugiados. Gauwill decidiu se aproximar para conversar apesar dos protestos de Thorin e foi recebido com belicosidade pelos homens-de-armas que acompanhavam a sacerdotisa. Ela impediu que a animosidade crescesse e se apresentou como Lunthilde Exarde de Bedbury, membra da Casa de Haelik em Gyward. Ao ser questionada por Gauwill sobre o que fazia na cidade, Lunthilde respondeu que o sofrimento do povo local era uma preocupação de sua congregação e que estava em missão oficial para investigar e resolver a questão da forma que fosse necessária, mas se esquivou sobre perguntas solicitando maiores informações ou dados que ela já possuia além do senso comum. O um dos poucos aspectos que ficou evidente sobre a sacerdotisa era que estava a favor do sultão, mas que não compreendia a passividade do soberado frente a uma crise tão evidente. Não vendo sentido em continuar o diálogo, o grupo seguiu seu caminho.

Dalseen preferiu efetuar um contorno, por dentro da cidade, para ver se obtia informações. No caminho se deparou com o grupo do cavaleiro que haviam encontrado na estrada até Wadi al-Sheik, discutindo furiosamente com uma elfa nobre trajada espalhafatosamente que também estava acompanhada por uma comitiva armada. O cavaleiro exigia aos brados que ela lhe entregasse um mapa que ele havia negociado e que, segundo o cavaleiro, ela comprou antes dele retornar com o dinheiro para a transação. A elfa desdenhou do cavaleiro até o ponto dele sacar a espada, mas, nesse momento, o cavaleiro refreou sua hostilidade e foi embora ameaçando aos brados a elfa que o respondeu somente com risos. Dalseen, intrigado, seguiu o grupo da elfa, e percebeu que ela estava instalada no mesmo local que Besh havia arranjado para eles.

Nesse meio tempo, Besh, Gauwill, Kad, Thorin e Tig haviam ido em direção a Taverna Bode Dançante. Na porta, viram várias mesas ocupadas e um gnomo dançando loucamente, bêbado, sobre a maior mesa do ambiente. Se sentaram e ficaram observando o local. Após alguns momentos três homens musculosos, com traços dos povos do deserto, e armados com lanças e machados, entrarem na taverna e irem em direção ao gnomo. Kad e Thorin, imediatamente reconheceram os homens como sendo os que acompanhavam o homem de pele escura que estava encapusado e com um cajado no portão e ficaram mais atentos ainda. Os homens chegaram interrogando o gnomo e cobraram que devolvesse os pertences de seu senhor, mas o pequeno estava tão bêbado e fora de si, que desistiram de fazer perguntas e tentaram o agarrar. Nesse instante, o gnomo mostrou que estava plenamente sóbrio e chutou um copo na cara de um dos homens e, num movimento feroz, sacou um punhal oculto, decepou um dos dedos do outro capanga que fazia menção de lhe agarrar, e saiu correndo por uma porta dos fundos.

O capanga restante correu atrás do gnomo e foi logo seguido pelo que havia recebido o líquido no rosto. No reflexo, o grupo de aventureiros se levantou e foi também atrás do gnomo. Tig ficou no salão e imobilizou o capanga do dedo decepado. Kad tomou a dianteira da perseguição e derrubou o perseguidor da retarguarda com uma cotovelada e Thorin, ao passar, lhe chutou as costelas com violência. Atravessando a cozinha, o gnomo pulou pela janela e o segundo capanga escorregou ao tentar pegar impulso. Kad, então, se aproveitou do homem que estava de quatro tentando se levantar, e o usou como degrau para saltar pela janela. O nyende viu o gnomo fazendo uma curva em uma rua mais a frente e foi logo atrás, mas Besh, identificou uma ruela bem a sua direita que fazia um trajeto mais curto e a seguiu em disparada levando junto Gauwill.

Gauwill apareceu na frente do gnomo e o encurralou quando, instantes depois, Besh surgiu junto dele e Kad veio pela retaguarda do gnomo. Kad o agarrou e o levaram de volta a ruela. Como o pequeno, de nome Myrko, não quis contribuir com o diálogo, Gauwill lançou uma magia que impossibilitou o gnomo de mentir. Dessa forma conseguiram adquirir uma chave que ele havia roubado do tal homem com cajado e descobriram a identidade dele: Gygga-Khyak, o “Artista Negro” de Kyemba, um temido demologista que Kad conhecia de histórias em sua infância. Myrko verdadeiramente não possuia informações privilegiadas sob os problemas nas Terras Famintas, mas sabia que Gygga possuia e que a chave que roubou abria o local aonde ele guardava um diário com seus segredos. Assim, ficou combinado que Gauwill e companhia ficariam com a chave e que se encontrariam com Myrko a meia-noite do próximo dia na Praça do Mercado para pegar o diário do quarto do demologista e dividir a informação.

Retornaram ao Bode Dançante e se recolheram para os quartos alugados para traçarem suas ações. Dalssen, naturalmente, insistiu em permanecer pelos arredores vigiando as redondezas.

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Mateus090985

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